Bom, existia um passarinho apreciado por todos, nunca tinha ouvido falar de alguém que não gostasse dele. Um dia eu parado por ai veio o passarinho e pousou perto de mim. Olhei-o e ri. Ri do seu jeito de mexer a cabeça, ri do seu canto. O passarinho me olhou e riu de mim, não tanto como eu dele.
Se passou não muito tempo e o passarinho chegou mais perto, ele me dava música e eu alimento. As coisas iam melhorando, aos poucos ele me levava para conhecer as árvores e eu ria, eu lhe mostrava o azul do céu e ele fingia que não conhecia o céu, veja, um passarinho fingindo que não conhecia o céu, chegava a ser bonito.
Eu o esperava no nosso rotineiro ponto, não demorou a chegar como nas outras vezes. Nunca trocavámos comunicação no primeiro momento, como todos os outros amigos faziam, não eramos do tipo normal. Então ele veio e não me deu boa música, eu imaginei que o passarinho estava com problemas. Estendi minha mão com humilde alimento, o passarinho devorou tudo e tirou um pedaçinho do meu dedo, eu claro, me assustei e fiz caretas engraçadas. O passarinho me deu música que fazia doer. Doer o dedo, o coração, a amizade. Acabou a música e o passarinho se foi, se foi para o ninho que eu não conseguia enxergar. Eu fiquei, um rato.
Escrito por Uendel Barbosa Oliveira, madrugada de 2/02/09
Estou falando é de amizade